sites querem decretar o fim do Internet Explorer 6.0
O grande desafio de quem “faz sites” é a tal da portabilidade. O site precisa funcionar em todos os navegadores. Grifo “precisa” pois existem pessoas que não estão ligando para isto e digo que estão redondamente engadas.
O profissional precisa garantir que o usuário comum tenha acesso ao conteúdo divulgado no site. Esta deveria ser a premissa básica em qualquer projeto web. Traço sempre um paralelo a lojas: Projetos sempre tem que prever acessibilidade para o mais variado tipo de cliente, assim o logista poderá atender seu publico sem transtorno.
Passados quase 15 anos do surgimento da internet comercial no Brasil e, pelo menos 6 anos do boom da rede temos no mercado diversos navegadores com diversas versões. Muitos usuários usam o mesmo computador a anos sem atualizar qualquer software e dentre eles: O navegador.
Hoje cerca de 15% dos usuários de internet ainda faz uso do Internet Explorer 6. E outros 12% usam o Firefox 2.0. Resumo da opera 27% dos usuários acessam os sites com navegadores bem antigos.
Que impacto isso causa? Primeiro que esta massa está insegura. Estes navegadores diversas falhas de segurança que foram corrigidas pelos desenvolvedores e podem ser amplamente exploradas pelos criminosos virtuais.
Eles ficam marginalizados por muitos sites, deixando de ver alguns recursos suportados apenas pelos navegadores mais atuais.
Não é de hoje que se fala em uma cruzada dos principais portais para forçar os usuários a atualizarem seus navegadores mas esta idéia é geralmente execrada pelo conceito de que o usuário usa o que ele quer e “nós” temos que nos virar para adequar os sites.
Eu não concordo com isso. Os sites tem sim que se adequar ao usuário mas este, por sua vez, precisa entender a importantancia de atualiza seus aplicativos, principalmente pela variávei de segurança.
Está circulando na internet uma noticias de que o YouTube não irá mais “se preocupar” com usuários do Internet Explorer 6.0 em suas atualizações. O que isso significa? Que quem quiser ver videos vai ter que atualizar o Internet Explorer ou usar outro navegador.
Pensando no mercado brasileiro onde o número de Windows piratas é a grotesca maioria e os usuários não conseguem instalar o IE 7,0 e tão pouco o 8.0, veremos um aumento no numero de usuários para o Firefox e talvez para o Chrome.
Existem algumas outras iniciativas na web para forçar o usuário a atualizar seus navegadores, com a Update Your Browser. A campanha se dá através de banners que são colocados nos sites indicando aos usuários que atualizem seu navegador.
Veremos como o usuário irá se virar quando o YouTube parar de funcionar no Internet Explorer 6.0. Eu sinceramente espero que tenhamos um forte movimento de atualização dos navegadores, assim o tempo para migrarmos para o HTML 5.0 será menor e teremos uma web muito mais leve, com os sites carregando cada vez mais rápido.
Jakob Nielsen é contra a mascara em campos de senha.
Jakob Nielsen é uma referencia quando o assunto é usabilidade. Polêmico e muitas vezes incompreendido principalmente por designers que veem suas dicas como algo contra a beleza.
Eu não sou radicalmente contra. Muitas coisas que ele diz e argumenta são validas. Ele não é o dono da verdade, por isso segue quem quer. Melhora que é capaz.
Recentemente ele fez um post em seu blog intitulado Stop Password Masking. O texto argumenta sobre a ineficîência em termos de segurança ao se substituir os caracteres digitados por asterisco (*).
Diz ele que quem quer roubar senha não fica olhando a pessoa digitar. Fora que as pessoas geralmente digitam suas senhas quando estão sozinhas em seu computador, tanto em casa quanto no trabalho.
Eu discordo do Nielsen. Um dos principais aplicativos para roubar senha dos usuários, se baseia sem capturar a tela para justamente enxergar o que o usuário digita. Por este motivo muitos sistemas de home bankling chegam a apagar o teclado virtual quando o usuário pressiona o botão correspondente a caractere de senha.
Outro aspecto importantissimo é a perceção de segurança do usuário. O fato do formulario esconder a senha ao ser digitada dá ao usuário uma sensação de segurança. Algo que ele não teria se o campo fosse aberto.
Pode ser que o formato de “digitar senha em uma caixa de texto” seja um formato antiquado e que, por questões de usabilidade, precise ser revisto. Pondero que antes de vermos os aspectos de uso, precisamos garantir os aspectos de segurança.
Diversificação dos meios de validação de usuário, através de biometria – hoje um dispositivo biométrico é barato e tem notebooks que vem com este dispositivo acoplado. Adoção de Tokens que não requerem o uso de campo tipo “password” uma vez que a sequencia de números muda sempre são algumas existentes no mercado.
Mas elas esbarram em alguns fatores bem práticos ligados principalmente a usabilidade. O Token força o usuário a andar sempre com o chaveirinho. Biometria boicota o acesso de terminais sem o leitor biométrico.
Hoje, não vejo outra forma simple e segura de permitir acesso a um usuário que substitua o campo tipo password. Nos teclados virtuais usados pelos bancos está sempre presente o famoso campo que substitui o que é digitado por asteriscos. Mesmo quando usamos aqueles botões com 2 ou 3 opções de caracter alfanumérico, lá estão os asteriscos.
Proponho a reflexão: Como inovar a forma com que validamos o usuário em nosso sistema? Inovar melhorando a usabilidade e acessibilidade para o usuário.

