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23
jan

Os oito tipos de viralidade

O conteúdo deste artigo foi baseado no original, em inglês (clique aqui), escrito por Uzi Shmilovici. 

Na semana passada, tivemos um caso exemplar na formação de uma celebridade instantânea na internet — a Luiza que estava no Canadá.

Exemplar porque foi construída pela viralidade sempre latente que permeia tudo o que envolve o mundo on-line, amplificada cada vez mais pelas redes sociais. Porém, não se tornará um caso de estudo mais apurado dado que as variáveis são imensas, sendo mais uma análise de caos do que acaso.

Ou, como diz o publicitário Alberto Acerla, criador da peça, em um misto de sinceridade e  resignação:  - “Esperar outro viral não dá. Ninguém faz viral de propósito. Não vou nunca ser cabotino, dizer que pensei em tudo. Não pensei em nada. Foi acidental e virou isso aí. ”

De fato, a repercussão inicial foi até negativa, pois a sociedade local viu a propaganda um tanto pedante e exibicionista na frase “menos a Luíza, que está no Canadá”. Explicação do publicitário: - ”Eu tirei a palavra estudando. Eu tinha 30 segundos.”

Frase truncada e uma propaganda inicialmente mal-vista. Como se vê, tudo para ser um sucesso nacional.

NÃO! :)

Com este tipo de viralidade não dá para contar. Mas, se você tem um negócio na internet e quer aproveitar algum aspecto desta característica sempre presente nas relações on-line, existem pelo menos oito maneiras bem-sucedidas, testadas e aprovadas como parte de modelos de negócio.

Vamos enumerá-las.

1. Viralidade inerente

Este é o tipo de viralidade que você daria tudo para criar. Colocando de modo simples, a pessoa não obtém nenhum valor do produto a menos que outra pessoa também utilize. Como resultado, ela compartilha o produto com outra pessoa. O compartilhamento é feito através de diversas formas de convite, ou boca a boca.

Há um efeito colateral, que é o valor muito baixo que os primeiros consumidores do produto possuem, intrinsecamente. Contudo, o crescimento depois do período de semeio, tendo uma pessoa falando para outra, mais comumente, pode ser explosivo.

Foi assim que o Skype se tornou o que é.

2. Viralidade colaborativa

Neste tipo de viralidade, uma pessoa será beneficiada por utilizar o produto individualmente. Contudo, ela pode obter valor adicional colaborando com outras pessoas, então convida outras a utilizar o mesmo produto. O exemplo clássico disso é o compartilhamento de pastas do Dropbox. Funciona muito bem se o valor da colaboração for alto.

3. Viralidade comunicativa

Neste caso o produto é usado para comunicar-se com outras pessoas, e algumas delas podem ser potenciais clientes. Ao utilizar este canal de comunicação, normalmente o e-mail, o produto é espalhado. Se você já recebeu e-mail patrocinado, com o rodapé preenchido com alguma propaganda, você sabe como isso funciona.

Um exemplo mais persuasivo é a assinatura “Sent from my iPhone/iPad” no rodapé de todo e-mail enviado através destes dois aparelhos. Antes disso a RIM já enviava “Sent using Blackberry“.

4. Viralidade incentivada

Oferecer incentivo é uma tática bem conhecida no mercado de marketing offline. O incentivo é, tipicamente, ser pago ou ter algum benefício em troca por convidar pessoas a utilizar o produto. Por exemplo, o Dropbox te dará um espaço extra tanto para você quanto para o seu convidado. O problema é manter o controle de escala neste modelo. Se você conseguir escalar e manter-se economicamente viável, pode ser uma tática muito poderosa.

5. Viralidade embedada

Este método funciona muito bem para sites de conteúdo. É a habilidade de pegar pedaços de conteúdo e embedar em qualquer lugar da web, com um link para o site original. Isto colocará seu produto na frente de incontáveis usuários.

Há um multiplicador interessante que ocorre quando novas pessoas veem o conteúdo compartilhado e embedam por sua vez em novos sites, promovendo o conteúdo além do primeiro nível. Esta abordagem funcionou tremendamente com Youtube e Slideshare.

6. Viralidade assinada

Usuários que estão usando seu produto, seja através de recursos embedados em seus próprios sites ou direcionando pessoas para uma página específica. Em ambos os casos, quando estes recursos são exibidos para outras pessoas, incluem uma assinatura “powered by” no rodapé, o que acaba por tornar-se uma máquina de geração de possíveis interessados no seu produto.

Ferramentas de enquetes são bem conhecidas por isso (SurveyMonkey). Este método também funcionou bem com companhias que comercializam ferramentas de atendimento online, como a UserVoice.

7. Viralidade social

Neste caso, companhias utilizam-se de redes sociais pré-existentes para espalhar notícias sobre seus produtos pelo mundo. Tipicamente, você assina por um produto com o seu ID da rede social (ok, digamos com a sua conta do Facebook) e então através do uso do produto, você compartilha com seus amigos de que sobre o que está usando no momento.

A empresa Zynga explodiu no Facebook devido ao fato de que toda vez que você alimentava sua ovelha, todos os seus amigos passavam a saber disso. A integração matadora do Spotify com Facebook é outro grande exemplo disso. Existem muito mais níveis para explorar em mecânicas específicas usando esta tática, e se você fizer certo experimentará um crescimento vertiginoso.

Você também pode adicionar contas do Twitter neste estratégia. O Instagram faz exatamente isso para conseguir mais exposição para o aplicativo e isso tem funcionado muito bem para eles.

8. Viralidade boca a boca

Este tipo acontece quando pessoas espalham o conhecimento sobre seu produto pelo simples fato de ter gostado, ser gratuito ou ser legal. Enquanto seja muito difícil de conquistar este comportamento, há também duas coisas que você pode fazer para dar suporte.

Primeiro, construa um produto admirável e que pessoas realmente possam amar (Evernote). Segundo, faça-o especial e dê às pessoas algo para falar a respeito. Isto é onde a marca própria entra. Os números não são muito conhecidos, mas uma parte significante do crescimento do MailChimp vem das pessoas falando sobre seu modo divertido de comunicar o próprio produto.

Mãos à obra!

19
jan

é preciso se reinventar

O pedido de concordata da Kodak – leia mais aqui e aqui  para tentar se reorganizar e sobreviver escancara algo que pode ocorrer com qualquer empresa, principalmente quando seu negócio está altamente ligado a tecnologia.

Companhias que trabalham com tecnologia precisam ter em seu DNA o espirito de inovação e não ter medo de mudar seu rumo. A Kodak foi uma das pioneiras do setor e praticamente qualquer pessoa com mais de 20 anos de idade já posou para uma fotografia expressa em uma película da empresa.

O problema começa por ai, pessoas de 20 anos ou mais, ou seja, a empresa parou no tempo e viu o mercado de fotos digitais prosperar de forma exponencial e não  conseguiu se reorganizar para prosperar nos novos mercados.

As pessoas continuam tirando fotos, aliás, tirando muitas fotos com os mais variados tipos de dispositivo, celulares, tables, cameras e etc. A grande maioria esqueceu do ato de revelar estas fotos, deixando a maioria nos computadores e principalmente nas próprias cameras. O processo de inclusão digital levou uma massa a usar redes sociais para guardar e compartilhar suas fotos.

A empresa em questão tem produtos para o mercado digital, mas não foi pioneira neste setor e, dentre outras razões, este fato contribuiu para sua queda. A aposta da companhia em impressoras não foi bem sucedida.

Eu vivo de um negócio que precisa se reinventar sempre, a empresa que trabalho no momento começou como provedor de internet grátis, passou a empresa de conteúdo e  agora tem foco em publicidade e serviços. Isso em um intervalo de 10 anos.

Empresas como Conectel, Teletrim e outras que operavam no setor de pager foram destroçadas pelas operadoras de telefonia celular. Algumas aproveitaram suas redes para se unir ou criar empresas de segurança privada, pois a rede serviu para criar um sistema de monitoração, e claro que mesmo esta manobra já está tecnologicamente defasada pois existem outras tecnologias que fazem o mesmo papel de forma muito mais eficiente.

Empresários precisam estar atentos a mudança nos rumos dos mercados e colocar suas empresas em novos trilhos, mais que eles, todos os funcionários precisam estar atentos para saber a hora de tentar mudar o rumo da empresa ou pular fora do barco.

Essa regra vale também para a carreira das pessoas. Tem gente que não se da conta das mudanças de cenário e não se qualifica para passar de forma tranquila as mudanças de cenário.

Trabalhar com internet hoje é bem diferente do que era a 10 anos atrás. As linguagens evoluíram, os conceitos também, alem é claro, da escala. A internet era relativamente pequena a 10 anos atrás, hoje é uma realidade para muitos e estamos caminhando a passos largos para atingirmos todos no planeta. Barreiras culturais e, principalmente, financeiras são as grandes vilãs neste processo.

Por isso, vai a dica, empresário: seu negócio está se reinventando? com que frequência? Quantos anos mais você acha que o que você faz continuará sendo feito do jeito que é?

Você empregado, o que pode fazer para estar empregado daqui a 2 anos? Pense nisso.

 

11
ago

o importante é enxergar oportunidades

A postura padrão para muitas empresas é processar pessoas que fazem uso de suas marcas. Recordo do caso de um designer que faz releituras de carros clássicos e, mediante ao sucesso de seus desenho recebeu um pedido por vias jurídicas de parar de usar a marca da Volks. A ação da empresa gerou muitas reações fortes inclusive de pessoas relevantes como o jornalista Flávio Gomes que fez duras críticas a Volks. Como resultado a Volks acabou abafando o caso , mas a imagem da empresa ficou de certa forma arranhada. Eu, pelo menos, sempre lembro.

Brasilia reformulada

Brasilia reformulada

Onde está o erro? A Volks não enxergou nos desenhos uma oportunidade de negócio. Qual oportunidade? Não sei e isso não importa neste momento.

Caso semelhante e mais recente está ligado ao vídeo – que se tornou um poderoso viral – de um casamento onde os padrinhos entram dançando de forma bizarra. Como pano de fundo a música Forever do cantor Chris Brown. A Sony poderia exercer seu direito e requisitar ao YouTube que removesse o áudio mas não, ao perceber a disseminação do video pela internet a empresa colocou anúncios de venda do CD na Amazon e também a venda direta da música no iTunes. Resultado? Tanto o CD quanto música entraram no Top10 de vendas da Amazon e  iTunes.

Quem tomou a decisão de manter o vídeo no ar e usá-lo como base para anuncio enxergou ali uma oportunidade e gerou para a empresa uma receita inesperada tão bem vinda em tempos de crise mundial.

Percebam que foi uma idéia simples, fugindo do protecionismo a marca e favorecendo o consumidor.

O papel das redes sociais nos negócios das empresas nunca estive tão em evidência e fará melhor uso quem souber enxergar este papel de forma sustentável e que gere oportunidades de novos negócios.

15
jul

sites querem decretar o fim do Internet Explorer 6.0

O grande desafio de quem “faz sites” é a tal da portabilidade. O site precisa funcionar em todos os navegadores. Grifo “precisa” pois existem pessoas que não estão ligando para isto e digo que estão redondamente engadas.

O profissional precisa garantir que o usuário comum tenha acesso ao conteúdo divulgado no site. Esta deveria ser a premissa básica em qualquer projeto web. Traço sempre um paralelo a lojas: Projetos sempre tem que prever acessibilidade para o mais variado tipo de cliente, assim o logista poderá atender seu publico sem transtorno.

Passados quase 15 anos do surgimento da internet comercial no Brasil e, pelo menos 6 anos do boom da rede temos no mercado diversos navegadores com diversas versões. Muitos usuários usam o mesmo computador a anos sem atualizar qualquer software e dentre eles: O navegador.

Hoje cerca de 15% dos usuários de internet ainda faz uso do Internet Explorer 6. E outros 12% usam o Firefox 2.0. Resumo da opera 27% dos usuários acessam os sites com navegadores bem antigos.

Que impacto isso causa? Primeiro que esta massa está insegura. Estes navegadores diversas falhas de segurança que foram corrigidas pelos desenvolvedores e podem ser amplamente exploradas pelos criminosos virtuais.

Eles ficam marginalizados por muitos sites, deixando de ver alguns recursos suportados apenas pelos navegadores mais atuais.

Não é de hoje que se fala em uma cruzada dos principais portais para forçar os usuários a atualizarem seus navegadores mas esta idéia é geralmente execrada pelo conceito de que o usuário usa o que ele quer e “nós” temos que nos virar para adequar os sites.

Eu não concordo com isso. Os sites tem sim que se adequar ao usuário mas este, por sua vez, precisa entender a importantancia de atualiza seus aplicativos, principalmente pela variávei de segurança.

Está circulando na internet uma noticias de que o YouTube não irá mais “se preocupar” com usuários do Internet Explorer 6.0 em suas atualizações. O que isso significa? Que quem quiser ver videos vai ter que atualizar o Internet Explorer ou usar outro navegador.

Pensando no mercado brasileiro onde o número de Windows piratas é a grotesca maioria e os usuários não conseguem instalar o IE 7,0 e tão pouco o 8.0, veremos um aumento no numero de usuários para o Firefox e talvez para o Chrome.

Existem algumas outras iniciativas na web para forçar o usuário a atualizar seus navegadores, com a Update Your Browser. A campanha se dá através de banners que são colocados nos sites indicando aos usuários que atualizem seu navegador.

Veremos como o usuário irá se virar quando o YouTube parar de funcionar no Internet Explorer 6.0. Eu sinceramente espero que tenhamos um forte movimento de atualização dos navegadores, assim o tempo para migrarmos para o HTML 5.0 será menor e teremos uma web muito mais leve, com os sites carregando cada vez mais rápido.

3
jul

Jakob Nielsen é contra a mascara em campos de senha.

Jakob Nielsen é uma referencia quando o assunto é usabilidade.  Polêmico e muitas vezes incompreendido principalmente por designers que veem suas dicas como algo contra a beleza.

Eu não sou radicalmente contra. Muitas coisas que ele diz e argumenta são validas. Ele não é o dono da verdade, por isso segue quem quer. Melhora que é capaz.

Recentemente ele fez um post em seu blog intitulado Stop Password Masking. O texto argumenta sobre a ineficîência em termos de segurança ao  se substituir os caracteres digitados por asterisco (*).

Diz ele que quem quer roubar senha não fica olhando a pessoa digitar. Fora que as pessoas geralmente digitam suas senhas quando estão sozinhas em seu computador, tanto em casa quanto no trabalho.

Eu discordo do Nielsen.  Um dos principais aplicativos para roubar senha dos usuários, se baseia sem capturar a tela para justamente enxergar o que o usuário digita. Por este motivo muitos sistemas de home bankling chegam a apagar o teclado virtual quando o usuário pressiona o botão correspondente a caractere de senha.

Outro aspecto importantissimo é a perceção de segurança do usuário. O fato do formulario esconder a senha ao ser digitada dá ao usuário uma sensação de segurança. Algo que ele não teria se o campo fosse aberto.

Pode ser que o formato de “digitar senha em uma caixa de texto” seja um formato antiquado e que, por questões de usabilidade, precise ser revisto.  Pondero que antes de vermos os aspectos de uso, precisamos garantir os aspectos de segurança.

Diversificação dos meios de validação de usuário, através de biometria – hoje um dispositivo biométrico é barato e tem notebooks que vem com este dispositivo acoplado. Adoção de Tokens que não requerem o uso de campo tipo “password” uma vez que a sequencia de números muda sempre são algumas existentes no mercado.

Mas elas esbarram em alguns fatores bem práticos ligados principalmente a usabilidade. O Token força o usuário a andar sempre com o chaveirinho. Biometria boicota o acesso de terminais sem o leitor biométrico.

Hoje, não vejo outra forma simple e segura de permitir acesso a um usuário que substitua o campo tipo password. Nos teclados virtuais usados pelos bancos está sempre presente o famoso campo que substitui o que é digitado por asteriscos. Mesmo quando usamos aqueles botões com 2 ou 3 opções de caracter alfanumérico, lá estão os asteriscos.

Proponho a reflexão:  Como inovar a forma com que validamos o usuário em nosso sistema? Inovar melhorando a usabilidade e acessibilidade para o usuário.

25
jun

regulamentação dos profissionais de informática

Via twitter o Silvio Meira (@srlm) falou de um post em seu blog sobre a sua posição contrária a regulamentação da profissão de informática .

Ele descreve um texto bem articulado e embasado na Sociedade Brasileira da Computação, onde mostra a opinião de dois profissionais, um favorável e outro contrário.

Eu fiz o seguinte comentário no blog dele:

A questão é polemica. Muito. Eu sou a favor de algum tipo de regulamentação. Entretanto isso só seria possível com uma forte melhora no nível de ensino por parte das universidades e cursos de extensão.

Toda a profissão precisa de uma regulamentação no que diz respeito a um código de ética e conduta dos profissionais. Creio que a exigência de um diploma seria pedir muito em um país onde o percentual de graduados é pífio. Mas, assim como em profissões como as ligadas a área da saúde, engenharias (arquitetura) e outras, convém a existência de um conselho, que regulamente a pratica.

Nossa área teria maior credibilidade, e pessoas que denigrem a imagem da “profissão” poderiam sofrer as sanções da regulamentação. Como um médico que comete uma sucessão de erros ou um engenheiro que projeta um edifício que afunda ou desaba.

Eu não acredito no poder do diploma, mas vejo na universidade um diferencial para o profissional. tenho que acreditar na capacidade de educação pois, assim como você, sou professor e me preocupo com a formação de meus alunos.

Como disse, a discussão é ampla e polêmica.

Entendo as justificativas do Silvio. Elas tem sentido, entretanto creio que nossa área é promiscua e totalmente sem organização. Os profissionais vivem em um ambiente de canibalismo e concorrência extrema.

A não obrigatoriedade de diploma faz sentido em uma sociedade onde um percentual pífio da população tem acesso ao ensino superior.  E pior, um percentual pífio dos que tem acesso através de boas faculdades que realmente aplicam um ensino de base com qualidade. Sim, eu não acredito que a faculdade forme alguem. Ela dá a base se formação para a pessoa se tornar um profissional. Falo isso pela vivencia que tive como aluno e agora como professor universitário.

Mas, a área de informática é permeada de pessoas de outras profissões e carreiras que encontraram nela um meio de sobreviver. Não tenho dados estatísticos, mas conheço pessoas das mais variadas áreas trabalhando com informática. De biologos a médicos, de engenheiros a fisioterapeutas.

Certa vez, conversando com uma pessoa formada em outra área – engenharia civil – e que trabalha com TI, que meu pai trabalhava com reformas e construções e que, uma das casas que temos ele construiu sozinho, fez a planta e tudo mais. Ele me repreendeu, dizendo que meu pai não poderia ter feito aquilo, que precisava de um engenheiro e um arquiteto para tal.

Eu respondi que ele tinha razão, assim como ele não poderia trabalhar com o que trabalha, pois não tem a formação para aquilo. O assunto acabou ai.

Vejam, eu não sou – integralmente – contra a entrada de profissionais de outras áreas na TI. Algumas carreiras são muito específicas, outras mais generalistas. Como dizer que um Administrador de empresas não pode gerenciar uma área de TI ou administrar uma empresa de TI? Como dizer que um físico não pode trabalhar com desenvolvimento de aplicativos? Conheço um excepcional profissional de TI, especializado em jogos chamado Adriano Santangeli, que trabalha com aplicativos para IPhone. Se não fosse os conhecimentos em Física, dificilmente teria tanta qualidade no que faz.

Mas vejamos o lado da regulamentação. O caso “rouba.php” desenvolvido dentro da Catho em meados de 2002 para se apoderar de dados dos sites concorrentes e aumentar sua base de curriculos. O que houve com as pessoas envolvidas? Estão no mercado. Empresas, profissionais e a sociedade não está livre destas coisas. Claro que o caso é extremo e foi (ou está sendo ainda.. não sei dizer) julgado pela justiça.

Um caso envolvendo um médico ou engenheiro, este certamente será alvo de processo judicial E será alvo de investigação do conselho que regulamenta a profissão, podendo ter sua licença de trabalho caçada. Por que não podemos ter isso em TI?

Esta é a minha opinião.

Fonte: Panissi.net